queria tanto embalar-te no berço do meu coração.
te acolher, flor frágil, e perpetuar teu frescor.
sim, queria ser coluna, pedra, fortaleza,
quem sabe gruta na rocha, enconderijo e proteção.
mas, ignoro o porque - vontade dos deuses, talvez -
teu destino escorrega está além do meu querer, minha decisão.
assim vou te acalentando, ainda que longe,
acompanho teus passos, ou o que penso serem eles,
e além das incertezas, confio na esperança,
ainda que tênue, chegarás ao porto,
lançarás âncora, conquistarás o cais.
talvez, ilusão.
não sei.
mas o que mais me resta além dela,
espero, espero, espero.
noite traiçoeira, estrela dalva.