perene

chão turricado, depositei a pedra.
lavrei onze letras, para sempre.
admirando formas, penetrei reentrâncias,
deixei-me envolver em lembranças.

cristais preciosos esvairam, janela da alma,
amolecendo o solo, tornando-o prenhe.
sorri, memórias, alegrias partilhadas.
derramando sonhos tirados, promessas ainda.

vieram sóis, luas pratearam mares.
voltei ao altar sacrossanto , monumenta.
tomei-te então botão, rosa amarela.
imortalizei entre páginas, nosso diário.